Poesia

crap noir_strange

outro dia que nasceu para ser banal como todos os outros.
sai e você estava no banho, não me despedi
cruzei com multidões, venci túneis, lembrei da gente bebendo
e ouvindo people are strange
vi um grupo gritar protestos
vi a tarde cair
vi uma navalha.
senti o gosto de sangue na boca
não sei se foi delírio ou por que me lembrei de ontem à noite

[crap noir é uma série de fotolivros da fotógrafa e companheira de todas as horas Giovana Pasquini, que me convidou para escrever contos a partir de suas imagens.]