jornada da literatura mackenzie

octavio paz. hilda hilst. william blake.
evocamos poetas, falamos poesia, falamos de poesia.
participei da XI jornada da literatura contemporânea do mackezie (26.9.18) como representante da poesia na metrópole, tema do encontro realizado pelo grupo de pesquisa “literatura no contexto pós-moderno” do programa de pós-graduação em letras da universidade.
tive um microfone pra falar e pessoas interessadas em ouvir, fiquei em companhia de poetas, aprendi com versos e me emocionei com palavras e silêncios.
os dias seguem sombrios, talvez outros mais sombrios virão.
falar e fazer poesia é estar de pé, é olhar através, é fortalecer sem perder a ternura jamais.
se a cidade é minha casa, a poesia é minha língua.
sigamos.



circuito grude 2018

o circuito grude cresceu. está em sua terceira edição e agora é realizado em 28 cidades – duas fora do país – e  faz circular lambes de diversos artistas e coletivos independentes. a articulação e todo o corre é feito pelo ocupeacidade, coletivo que propõe produção coletiva e participação ativa dos sujeitos na vida da cidade.

aqui em São Paulo o mutirão de colagem aconteceu no sábado, 22 de setembro, no Grajaú, em parceria com o imargem.

em sua origem, o circuito propõe aumentar as trocas simbólicas e as possibilidades de conexão. eu passei o dia com eles, grudei lambes com eles. posso dizer seguramente que sua proposta funciona.

posso contar sobre a carga de simbologias e conexões que me inundou, mas precisarei de tempo para fazê-la transbordar. por enquanto minhas águas e líquidos estão em movimento, cores e densidades misturadas. um caldo só.
tô igual ao trecho de represa que cruzamos para alcançar a Ilha do Bororé.
e pensar que este universo me convida, me acolhe e me dá instrumentos faz minhas entranhas revirar. revira tudo e sai outra coisa.

sim, eu incorporo a revolta.

as coisas todas do dia não cabem, mas tem um resumo que fiz em imagens aqui (algumas são da querida Luana Minari):