todos lambem

pela terceira vez estive no IFSul e pela terceira vez a gente se divertiu: lugar de educação e acolhimento, que sorte a minha!

primeiro foi no ano passado, no mesmo evento de moda. daí este ano, em junho, rolou oficina de novo, na semana da comunicação. e neste agosto voltei. mesma sala, os trabalhos do ano passado intactos, lindos, orgulhosos de suas cores e mensagens.

a participação só cresce, mais alunos interessados em arte urbana e a gente completou as paredes com mais lambes. a colagem une, a arte cola e a moçada voa.

a gente vai juntos e faz da parede a nossa tela. a escola é nossa, a cidade é nossa, o Brasil é nosso, porra.

lambendo na jornada

foi adiada mas aconteceu, e eu estava lá: a jornada de comunicação do IFSul teve lambe, teve sim. teve aluno de dentro do instituto, de fora, gente que veio novamente. depois teve roda de conversa, café, carinho, mineiros e paulistas, pessoas diferentes e únicas e interessadas e comprometidas em fazer, mudar, agitar, sair do lugar.

sacode a poeira, canta pra subir, desembucha, vai, não dorme de touca. a vida está passando e não pede permissão. a gente também não.

colando com marias

fim de abril, um outro mês se abrindo e os trabalhos continuam.

estive na MariaLab, coletiva hacker feminista e espaço de acolhimento baseado em políticas anti-opressão falando da tecnologia da colagem, mas não só. falamos da cidade como lugar de expressão, de arte e de diálogo. falamos dessa necessidade de intervir. de abrir, juntar, ouvir, ocupar.

ao final fico sempre com o sentimento de que tesoura, cola e papel podem tanto açucarar ideias quanto arrombar portões. a poesia corta e cura. arre, e eu que já nem sei de mim.