lambendo na jornada

foi adiada mas aconteceu, e eu estava lá: a jornada de comunicação do IFSul teve lambe, teve sim. teve aluno de dentro do instituto, de fora, gente que veio novamente. depois teve roda de conversa, café, carinho, mineiros e paulistas, pessoas diferentes e únicas e interessadas e comprometidas em fazer, mudar, agitar, sair do lugar.

sacode a poeira, canta pra subir, desembucha, vai, não dorme de touca. a vida está passando e não pede permissão. a gente também não.

colando com marias

fim de abril, um outro mês se abrindo e os trabalhos continuam.

estive na MariaLab, coletiva hacker feminista e espaço de acolhimento baseado em políticas anti-opressão falando da tecnologia da colagem, mas não só. falamos da cidade como lugar de expressão, de arte e de diálogo. falamos dessa necessidade de intervir. de abrir, juntar, ouvir, ocupar.

ao final fico sempre com o sentimento de que tesoura, cola e papel podem tanto açucarar ideias quanto arrombar portões. a poesia corta e cura. arre, e eu que já nem sei de mim.

escrever memórias

entre janeiro e fevereiro deste ano participei de uma série de encontros da oficina de escrita da memória, realizada pela querida Giselle Rocha no Museu da Pessoa.

depois da experiência de dividir memórias no círculo de histórias, todos redigem, todos editam. ao final, temos um livro, o qual ilustrei a capa.
lá estão histórias sobre a infância, a família, o amor e sobre ser.

meu texto, como microcontos nascem, conta de uma memória recente, uma memória que está ainda sendo desenhada e, espero, defina meu ser. meu ser-estar nesse espaço-tempo.