casa na árvore

sonho de qualquer criança, e meu também, é uma casa na árvore.
se ela for na mata atlântica então, o que dizer? palpitação instantânea.
no feriado de carnaval senti a delícia de colar alguns lambes meus numa casa dessas, com a ajuda de uma pequena de 3 anos. é daquelas alegrias que a gente sente e guarda pra sempre. rolo, cola, mato, sol, leveza no corpo. a colagem, os cartazes, a poesia: quanto prazer me dão. nessas horas sou feliz de verdade.

 

intervenção de verão

dias de calor, dias de cor. só campari on the rocks e a brisa do mar (ulalá) não foram suficientes.
então criei meu primeiro projeto de intervenção urbana/caiçara: uma ‘colagem’ e um microconto por dia.
no mais alto estilo ‘redação do 4º ano’, aqui divido com vocês _minhas férias na praia.
dias seriamente ociosos – de longe meus preferidos.

os microcontos aqui:

_ hoje na primeira luz da manhã lembrei daquele 21. ou foi sonho, já não importa
_ refrigero-me, a realidade se dilui
_ libera o riso e não solta minha mão
_ adora cantar, embora se mantenha em silêncio
_ – engolidos todos, concluiu satisfeito, voltando para o mar. dezesseis era de uma linhagem especial, uma criatura assustadora e peculiar. fim.
_ de olhos fechados pensa na magia que existe ao redor
_ aqueles dias de oceanar-se
_ procurou longe, mas quem diria – estava ao alcance das mãos
_ me busco, me perco e me acho no seu abraço imenso azul
_ sem rastro, lastro ou razão. assim foi aquela bruta historia de amor
_ quando o rio transborda é lá que quero estar
_ veste-se de verde e vai, pleno. verde não falha
_ vai se ouvir em breve o som de uma espécie que voa e sonha