crap noir_cadafalso

projeto com a parceira de crime Giovana Pasquini:
crap noir, livro experimental dobrável de fotografia. fotos dela com conto meu.

aqui o dito conto:

– Cadafalso.
Ao dizer a senha, a porta se abriu.
Começou a descer os degraus.
Dava para sentir o gosto oxidado do escuro, mais pra baixo a escada o conduzia.
Teve a mesma sensação ruim de quando lhe pediram para encontrar a garota.
O cheiro que subia era a confirmação.
E também o gato da tarde anterior – aquele gato que desfilou pros seus olhos na estação. Maus presságios, como chapéu em cima de uma cama. Ele aprendera a enxergá-los.
Encontrou salas. Não, eram mais como salões – pias, banheiras, cheiro de urina.
Ouvia músicas, gemidos, sons incompreensíveis.
E sempre o cheiro ocre.
Havia pessoas, mas não precisou palavra.
Ele a encontrou.
Sua pele já possuía aquele aspecto de peixe pescado há dias.
Por um momento não soube o que fazer.
Dias depois ela foi encontrada no container de lixo.
Não identificaram o que ou quem causou sua morte.
O caso foi encerrado.

 

 

circuito grude 2016

no começo de julho participei do circuito grude 2016, uma colagem coletiva de lambes de artistas independentes que aconteceu simultaneamente em 14 cidades do Brasil.

saiu em vários veículos das respectivas cidades, se liga: em Teresina, Brasília, Fortaleza e Curitiba.

o registro de nosso rolê aqui em SP está aqui.

e abaixo uma seleção dos momentos incríveis que passei na rua, ao lado de gente atuante e inspiradora.