crap noir

projeto com a parceira de crime Giovana Pasquini:
crap noir, livro experimental dobrável de fotografia. fotos dela com conto meu.

aqui o dito conto:

– Cadafalso.
Ao dizer a senha, a porta se abriu.
Começou a descer os degraus.
Dava para sentir o gosto oxidado do escuro, mais pra baixo a escada o conduzia.
Teve a mesma sensação ruim de quando lhe pediram para encontrar a garota.
O cheiro que subia era a confirmação.
E também o gato da tarde anterior – aquele gato que desfilou pros seus olhos na estação. Maus presságios, como chapéu em cima de uma cama. Ele aprendera a enxergá-los.
Encontrou salas. Não, eram mais como salões – pias, banheiras, cheiro de urina.
Ouvia músicas, gemidos, sons incompreensíveis.
E sempre o cheiro ocre.
Havia pessoas, mas não precisou palavra.
Ele a encontrou.
Sua pele já possuía aquele aspecto de peixe pescado há dias.
Por um momento não soube o que fazer.
Dias depois ela foi encontrada no container de lixo.
Não identificaram o que ou quem causou sua morte.
O caso foi encerrado.

 

 

continuum

eu sei, eu sei. foi escrito há mais de 25 anos mas só neste ano comprei “o poder do mito”, de Joseph Campbell.

a livraria não consegue me entregar, tá difícil por a mão nele mas sim, ele está a caminho. pelo que entendi é um livro-entrevista, assim como “o ócio criativo” do Domenico de Masi, ou seja, uma reunião de conversas entre autor e jornalista sobre vários temas.

o que mais ouço falar é sobre a parte da trajetória do herói. estou curiosa para ler.

corta.

tarde de ontem, calor. estava pesquisando referências para um trabalho e achei esse vídeo aqui.

eu sei, eu sei. sincronias. por mais comuns que sejam, elas sempre me espantam.

 

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JR

Can art change the world? é o nome do novo livro do artista francês JR.

lançado nesta semana, apresenta um apanhado dos seus trabalhos como fotógrafo, artista de rua e ativista.

JR é mundialmente conhecido por suas colagens em grande escala – se ainda não conhece, veja seu inside out project. uma autêntica contação de histórias global.

aqui no Brasil, realizou o projeto Women are Heroes, no Morro da Providência, no Rio.

neste momento ele tambem está lançando o curta metragem Les Bosquets, uma leitura sua de conflitos ocorridos nos subúrbios de Paris em 2005, interpretado pelo ballet homônimo de NY.

atrás de seus indefectíveis óculos escuros, imagino que JR consegue ter uma bela visão do mundo.

imagem_ JR