escrever memórias

entre janeiro e fevereiro deste ano participei de uma série de encontros da oficina de escrita da memória, realizada pela querida Giselle Rocha no Museu da Pessoa.

depois da experiência de dividir memórias no círculo de histórias, todos redigem, todos editam. ao final, temos um livro, o qual ilustrei a capa.
lá estão histórias sobre a infância, a família, o amor e sobre ser.

meu texto, como microcontos nascem, conta de uma memória recente, uma memória que está ainda sendo desenhada e, espero, defina meu ser. meu ser-estar nesse espaço-tempo.

 

 

mais poesia, por favor

 

nova parceria com a Socialista Morena – que agora cresceu, está de cara nova e cool e linda, mais morena que nunca!

desta vez ilustrei um poema do Airton Bovo:

Matemática
A escritura do terreno,
a mensalidade da escola das crianças,
o cheque que não foi,
o telefonema para falar do advogado e do contador.
No lugar da emoção, uma conversa tática.
Do nosso amor o que restou é matemática.

este e outros poemas estão sendo lançados em Portugal em livro do mesmo nome.
leia-os aqui.

crap noir na feira

paranoia, assombro, intriga.
e um punhado de sangue.
os filmes noir sempre foram simbólicos para Giovana.
sem muito delinear quando, ela começou a carregar para a fotografia, essa linguagem atemporal forjada na luz, o espírito da sombra noir.
noir é seu cacoete preferido, talvez.
tanto que me contaminou para emprestar palavras às fotografias e assim tornar tudo mais enevoado.
então criamos capítulos de uma série fotográfica obscura, o crap noir.
costuramos um a um e fomos com eles participar da foto feira cavalete no fim de junho, no MIS.
uma viagem unir palavras e imagens e não fazer isso só.
avante noir, avante sonhar.

 

imagens_ Giovana Pasquini