2 vezes burroughs

todo janeiro tem Sundance Film Festival.

neste ano, o filme que me chamou atenção chama-se Uncle Howard.

é um documentário (do sobrinho) que revisita um outro, lançado em 1983 (por seu tio Howard, do título), sobre William S. Burroughs – escritor, poeta e um dos fundadores do movimento Beat.

Aaron, o sobrinho, recuperou vários materiais do próprio bunker do escritor. aquele foi então o único documentário sobre sua vida em que ele colaborou e deu total suporte (Burroughs: The Movie).

admiro o cara (o poeta!) mesmo que meu conhecimento e admiração de verdade sejam por Jack Kerouac… de Burroughs, lembro da participação premonitória em Drugstore Cowboy e da entrevista que fez com Bowie.

mais curiosidade dos documentários? a participação de outro cineasta muso, Jim Jarmuch. no primeiro ele era técnico de som, no recente, virou produtor executivo.

preciso ver, preciso ler. a pilha ao lado da cama não para de crescer.

espia o trailer do filme aqui.

 

steampunk

outro dia me apresentaram ao termo steampunk.

achei que não conhecia, até buscar referências:

Frankenstein (Mary Shelley), Guerra dos mundos (H.G. Wells), Metrópolis (Fritz Lang).

tecnologia, maquinário, ficção cientifica, fantasia. horror.

um apocalipse com sobreviventes. Mad Max e Blade Runner misturados e reais.

dar uma breve passeada nesse universo me levou a China Miéville, autor inglês de weird fiction – três vezes vencedor do prêmio literário britânico Arthur C. Clark (escritor que por sua vez foi coautor do roteiro de 2001: uma odisseia no espaço).

ok, este encadeamento não para nunca mais.

resumindo essa viagem: tem mais livro pra subir a pilha da minha cabeceira.

 

el supremo

além de ter criado filmes estranhos e provocadores, Buñuel escreveu um livro, Meu último suspiro.

nunca, nunca me esquecerei do que aprendi com ele sobre a memória.

”a memória é permanentemente invadida pela imaginação e pelo devaneio, e como existe uma tentação de acreditar no imaginário, acabamos por transformar nossa mentira em verdade. o que aliás só tem importância relativa, já que ambas são igualmente vividas e pessoais.”

me dá um conforto.

 

imagem_ the red list