oficina no palácio

16 de junho, é outono ainda.
a cidade está transformada: acontece o 1º festival nacional de teatro de passos. as ruas, o teatro, os espaços de arte, tudo pulsa.
nesse contexto inédito para a cidade, o muro do palácio da cultura, sede da secretaria da cultura virou palco para uma intervenção urbana.
falamos de arte, de rua, sobre a cidade, a necessidade de ocupação, a importância do diálogo, a ressonância das vozes.
aproveitamos o clima de manifestação cultural que estava embalando a cidade, nos sintonizamos, ouvimos cada nota e transformamos em cor.
cada um uma expressão. cada mente um recorte.
e o sol do outono, ainda carinhoso, parecia estar por dentro. é possível um astro reinar assim?
é, sim.

imagens_ joão puerro

ppp pela cultura

a reabertura do Mirante 9 de Julho é mesmo um marco.

retomar um espaço ao mesmo tempo tombado e abandonado é importante para qualquer cidade, não há dúvida sobre isso.

agora, o que faz disso um marco, para mim, é a ideia que sustenta a coisa toda: uma parceria público-privada.

e ainda – uma parceria público-privada voltada à cultura.

com caráter gratuito.

dedicado a uma língua universal chamada arte.

ontem dormi com esse gole de inspiração urbana e sonhei:

e se outros equipamentos da cidade também fossem explorados como suportes artísticos? (não às vezes – mas pra valer mesmo)

imaginei intervenções na praça e na fachada do estádio do Pacaembu

pensei no Viaduto do Chá como um imenso palco elevado

visualizei o Jockey Club invadido por performances e música.

quantas possibilidades.

 

imagens_museudofuteboltop, exame

 

palavras, sombras e frio

A cultura é (ou volta a ser) pauta na cidade de Passos.

É com um sentimento de orgulho e admiração que venho acompanhando os movimentos do Fórum Permanente de Cultura de Passos, a iniciativa Ocupe Estação Cultura, os piqueniques, as reuniões. Me dá esperança ver gente se envolvendo com o tema de uma forma tão afetuosa.

Aos amigos, aos ativistas, aos cidadãos: meu máximo respeito. E meu desejo de poder colaborar de alguma forma. Estamos conectados!

Para continuar na vibração, como de costume, seguem dicas culturais pelas bandas de São Paulo. Só coisa de primeira, mira:

 

Sofálá – Batalha da Leste – 18/7

Nunca ouvi ao vivo uma batalha de MCs, mas imagino como seja.

Já assistiu 8 mile?

É um filme inspirado na história real do rapper Eminem. No final rola ‘a’ cena: ele simplesmente aniquila outro MC com sua fala cantada. Você vai no topo e de repente cai lá de cima. Páh.

A Batalha da Leste, atividade cultural que ocorre toda semana desde 2011 na estação Itaquera do metro (e que inclui disputa de rimas, lançamentos literários, musicais etc) se apresentará numa batalha. É um torneio chamado Poetry Slam, baseado na prática artística e performática de apresentar poesia falada.

Evento diferente, intrigante e, pra coroar, num lugar restaurado no centro da cidade, cheio de artistas residentes. Dica quente. Perde não.

Na Red Bull Station – Praça da Bandeira, 137. Das 16h30 às 19h, ingresso gratuito.

 

46o Festival de Inverno de Campos do Jordão – até 2/8

Você gosta de música? Curte vinho, cappuccino, serra, um lance assim cachecol e lareira?

Aproveita o mês mais frio do ano e vai para Campos do Jordão. Há mais de 40 anos a cidade realiza o Festival de Inverno, maior programa de música clássica da América Latina.

A programação é extensa: são coros, corais e orquestras de várias cidades, regentes e instrumentistas consagrados, apresentações pagas e gratuitas, ao ar livre e em salões.

Tem pra todo gosto.

Além da música, é sua chance de conhecer lugares incríveis na Serra da Mantiqueira – num raio de 50km estão cidades charmosas como Gonçalves (MG), Santo Antônio dos Pinhas (SP) e São Bento do Sapucaí (SP). Nesta última fica a Pedra do Baú, que, meu amigo… não dá para descrever. Eu fui uma vez. Entrei num portal encantado e me amarrei na sensação.

Vai com o gato, a família, um amigo. Vai.

A programação completa está no http://www.festivalcamposdojordao.org.br

 

Sombras Secas – até 23/8

Através de elementos visuais como reflexos, desfoques e enquadramentos assimétricos, o fotógrafo Marcelo Greco oferece aos nossos olhos e sentidos um universo urbano ora duro, ora mágico.

É São Paulo a cidade do fotógrafo, e a que ele retratou. Granulada, misteriosa, escorregadia e ao mesmo tempo tão reveladora. Que personagem é essa que tem tantas caras e se mostra mutante o tempo todo.

Vi algumas fotos do livro homônimo, lançado na semana passada, abertura da exposição.

Lá, 35 fotografias estarão expostas até 23 de agosto.

Além de seu trabalho autoral, Greco desenvolve cursos e oficinas e orienta fotógrafos no desenvolvimento de projetos pessoais.

Vale o mergulho no preto, no branco, nas sombras.

O lugar é o MIS – Avenida Europa, 158. Grátis.

 

Quer falar? Tem ideias, pensa em algum lugar ou assunto para ser pauta da padoca? Manda a preguiça embora e escreve para padocacult@gmail.com. Vai ser prazer te ouvir.

 

imagem_marcelo greco