ana persona no concreto

no começo deste ano fui convidada pelo Baixo Ribeiro – fundador e curador da galeria Choque Cultural a fazer parte do primeiro festival de Poesia no concreto.

participam diversos artistas que usam a cidade para nela colocar poesia. em forma de lambe, estêncil e grafite, povoamos com textos, imagens e ideias as ruas da Vila Madalena.

participei com meus microcontos visuais, que nasceram de uma justaposição: histórias que há tempos invento, mais imagens que imagino, resultando em colagens.

desde então, 2016 virou um ano experimental pra mim, um espaço onde dou vazão a tantas coisas que habitam minha cabeça e principalmente, minha garganta.

agora esses microcontos estão tomando forma além dos lambes: já viraram postais, cartazes, fotomontagens; já convidei artista para ilustrar conto, já participei de rolês, fui selecionada para feiras, fui convidada para roda de histórias e não paro de criar e colar. como disse o Baixo, experimento “narrativas sem começo-meio-fim.” estilo minha mente.

aqui, mais informação sobre poesia no site da Choque Cultural: poesia urbana e lambe-lambes.

já imaginou? que doidera.

imagem_ jpuerro

 

sol que nasce_lua

já aconteceu de um tema se tornar monotema na sua vida? muitas vezes, eu sei.

esses dias o japão invadiu a minha por várias janelas. é muito sol nascente no horizonte • minha nova série de lambes sobre kanji – amarelos, como o astro, olha ele aí • a liberdade, o bairro que ganhei de presente • estilete e canetas japonesas, minhas novas ferramentas pra papel e palavra (me disseram que a ferramenta certa muda tudo, e muda) • uma nikkon nova fodona full frame • um amigo de uma longínqua kawagoe – tão próxima de repente, ele tão dentro da vida novamente. artistas, dragões e música nikkei que ele me apresentou • as colagens do beto shibata, de quem fui aluna por um dia. uma inspiração.

vou consultar o i ching e ver o que tudo isso, esse texto inclusive – significa.

 

imagens_ nobuyoshi, okamotomurakami