escrever memórias

entre janeiro e fevereiro deste ano participei de uma série de encontros da oficina de escrita da memória, realizada pela querida Giselle Rocha no Museu da Pessoa.

depois da experiência de dividir memórias no círculo de histórias, todos redigem, todos editam. ao final, temos um livro, o qual ilustrei a capa.
lá estão histórias sobre a infância, a família, o amor e sobre ser.

meu texto, como microcontos nascem, conta de uma memória recente, uma memória que está ainda sendo desenhada e, espero, defina meu ser. meu ser-estar nesse espaço-tempo.

 

 

viver colando [palavras]

busco vários motivos para viver colando. um deles é o texto. palavras me motivam. quis brincar com palíndromos, essas palavras ou frases que podem ser lidas da direita pra esquerda ou da esquerda para a direita. estudando o palíndromo, descobri uma técnica literária chamada escrita constrangida, o que, pode acreditar, fez esquentar minhas maçãs do rosto. mas isso é assunto para outro texto.

aqui as colagens para os palíndromos luz azul e assim a aia ia à missa (atribuído a Millor, mas vai saber) – a qual eu imaginei indo rezar vestindo flores. a última colagem escorregou e entrou, embora não pertença à ideia de se manter a mesma de trás pra frente.

tem também uma intenção de figura e fundo da imagem, além da direita pra esquerda da palavra. e terra e água. e luz e sombra. e um vício insistente de observar texto e contexto. e eu preciso confessar que gosto de vícios.