encontros da cola

Bruno, Cauê, Lúcia, Geandre, Kiko, Laura, Ronaldo, Raquel, Olga. colagem. poesia. cidade. Fernando Pessoa, política, Ai Weiwei, educação, Bob Marley, nós e eles, nós. não há eles, há nós. a palavra que define o club cola #4 é encontro.
e teve a exposição da Mariana Martins que inaugurou e vai até janeiro. tá linda.

é um caminho sem volta, esse, o dos encontros.

 

cola subversiva

a 8 dias da eleição mais importante da minha vida,  fui na Choque Cultural e realizei o terceiro encontro do club cola. pensei em desistir, adiar, usar meu tempo para ir até o masp e estar ao lado de outros que resistem e lutam.

mas fui lá para conversar sobre arte, delicadeza e comprometimento. fui lá me colocar pro mundo, reforçar meu papel, dizer que não desisto, que não irei deixar de estar ao lado da palavra, da poesia, do sentir e do fazer poético.

meu lado é o lado da alteridade. eu me vejo no outro e é por isso que o desrespeito a qualquer pessoa me assombra. até o fim dos tempos direi: democracia sim, ditadura não.

a luta continua.

a cola resiste

o Brasil com a democracia na UTI mas a gente não pode parar. tenho pensado muito nisso – enquanto o mundo passava por grandes guerras, as do século passado, por exemplo – a arte pulsava como nunca. Matisse, Gertrude Stein, Hanna Höch, Duchamp. todo mundo produzindo sem parar, não se pode parar, nunca nunca esmorecer, continuar a lutar, sempre em frente, nada é inédito e glórias e fracassos se repetem repetem repetem :::: entro num looping contínuo de descrença e resistência e fúria e produção. não podemos parar.

mas o assunto era o club cola. tivemos o segundo encontro na Choque Cultural e foi maneiro como sempre é. a gente NÃO PODE DESISTIR DE CRIAR. NUNCA.