a cola resiste

o Brasil com a democracia na UTI mas a gente não pode parar. tenho pensado muito nisso – enquanto o mundo passava por grandes guerras, as do século passado, por exemplo – a arte pulsava como nunca. Matisse, Gertrude Stein, Hanna Höch, Duchamp. todo mundo produzindo sem parar, não se pode parar, nunca nunca esmorecer, continuar a lutar, sempre em frente, nada é inédito e glórias e fracassos se repetem repetem repetem :::: entro num looping contínuo de descrença e resistência e fúria e produção. não podemos parar.

ufa, o assunto era o club cola. tivemos o segundo encontro na Choque Cultural e foi maneiro como sempre é. a gente NÃO PODE DESISTIR DE CRIAR. NUNCA.

 

cccc_ club cola na choque cultural

ccccolagem: temos!

o sábado foi com a mão na massa: o primeiro encontro do club cola aconteceu no melhor lugar que eu poderia imaginar, a galeria Choque Cultural – espaço que me acolheu desde o primeiro raiar do meu sol colado. foi incrível.
além dos participantes interessadíssimos, recebi a visita do André do Estúdio Collages, colagista de respeito, filho do Tide Hellmeister e responsável pelo acervo do mestre. bom auspício? ah, sim. sim demais!

um grande e caloroso obrigada à equipe da galeria, ao André por prestigiar e ao mundo todo que não para de girar e me presentear com boas surpresas e sonhos novos.

um alto e sonoro viva à arte de colar. e avante!

 

 

nasce o club cola

fundei um clube.
o interesse comum é a colagem.
para associar-se haverá encontros, falas, rodas e oficinas. um dia, quem sabe, até exposições.
então que soem os tambores: sejam bem-vindos ao club cola. 

o primeiro encontro vai acontecer na Choque Cultural, a galeria que me acolheu desde o início. lá os encontros serão mensais, um sábado por mês até dezembro (veja todos os detalhes aqui). 
entretanto, o club pode colar em outros dias, em outros salões, em qualquer latitude. ele nasce inesgotável, essa é a verdade: é uma sociedade recreativa e cultural. é para ser leve, como leve pluma muito leve, leve, pousa.
pousou e eu tô é feliz.

[logomarca criada pela querida vivi brandini que, como sempre, entende tudo logo de cara e arrasa]