fotofilme

…ou animação fotográfica.

já assistiu algum?

são sequencias de fotografias editadas de forma que se transformem em filme.

conheci meu primeiro quando estudei cinema, nada menos que La jetée (Chris Marker, 1962) – um verdadeiro primor das artes visuais.

depois assisti a Enquanto chove (Alberto Bitar e Paulo Almeida, 2003), também na Belas Artes. se passa em Belém do Pará, ligando várias histórias enquanto a chuva cai.

o mesmo Alberto Bitar, fotógrafo paraense, realizou Quase todos os dias São Paulo (2008).

nele, um coletivo de 16 fotógrafos produziu continuamente, pelo período próximo de 28 horas, 12.000 fotografias do que acontece quase todos os dias aqui em SP.

juntos, criaram um curta de 12’ que tem a participação de pelo menos 2 fotógrafos que admiro muito (fora o próprio diretor): João Puerro Neto e Carlos Dadoorian. vale cada minuto.

se arrume na cadeira e assista aqui.

um salve ao amor, a amizade e as artes visuais.

 

confira os outros fotofilmes:

Enquanto chove

La jetée (inspiração para os 12 Macacos, do Terry Gilliam)

 

foto_ Alberto Bitar

amor antigo

se alguém te conta:

é sobre uma história de amor – e amor pela arte, sobretudo

tem a Tilda Swinton – ela parece saída de uma pintura. suave, atemporal

é dirigido por Jim Jarmusch, o mesmo de Down by Law (1986), Coffee and Cigarettes (2003) e Broken Flowers (2005)

tem vampiro, tem sangue e tem humor.

chama sua atenção?

então faz favor pra você: assista a Amantes Eternos (Only Lovers Left Alive, 2013). e veja de novo, se já viu.

 

talvez mais que todas essas credenciais, o encanto que senti veio do desencanto que os amantes sentem sobre a sociedade de hoje.

coisa secular, coisa de se observar.

 

imagem_ IMDb

el supremo

além de ter criado filmes estranhos e provocadores, Buñuel escreveu um livro, Meu último suspiro.

nunca, nunca me esquecerei do que aprendi com ele sobre a memória.

”a memória é permanentemente invadida pela imaginação e pelo devaneio, e como existe uma tentação de acreditar no imaginário, acabamos por transformar nossa mentira em verdade. o que aliás só tem importância relativa, já que ambas são igualmente vividas e pessoais.”

me dá um conforto.

 

imagem_ the red list