cola subversiva

a 8 dias da eleição mais importante da minha vida,  fui na Choque Cultural e realizei o terceiro encontro do club cola. pensei em desistir, adiar, usar meu tempo para ir até o masp e estar ao lado de outros que resistem e lutam.

mas fui lá para conversar sobre arte, delicadeza e comprometimento. fui lá me colocar pro mundo, reforçar meu papel, dizer que não desisto, que não irei deixar de estar ao lado da palavra, da poesia, do sentir e do fazer poético.

meu lado é o lado da alteridade. eu me vejo no outro e é por isso que o desrespeito a qualquer pessoa me assombra. até o fim dos tempos direi: democracia sim, ditadura não.

a luta continua.

circuito grude 2018

o circuito grude cresceu. está em sua terceira edição e agora é realizado em 28 cidades – duas fora do país – e  faz circular lambes de diversos artistas e coletivos independentes. a articulação e todo o corre é feito pelo ocupeacidade, coletivo que propõe produção coletiva e participação ativa dos sujeitos na vida da cidade.

aqui em São Paulo o mutirão de colagem aconteceu no sábado, 22 de setembro, no Grajaú, em parceria com o imargem.

em sua origem, o circuito propõe aumentar as trocas simbólicas e as possibilidades de conexão. eu passei o dia com eles, grudei lambes com eles. posso dizer seguramente que sua proposta funciona.

posso contar sobre a carga de simbologias e conexões que me inundou, mas precisarei de tempo para fazê-la transbordar. por enquanto minhas águas e líquidos estão em movimento, cores e densidades misturadas. um caldo só.
tô igual ao trecho de represa que cruzamos para alcançar a Ilha do Bororé.
e pensar que este universo me convida, me acolhe e me dá instrumentos faz minhas entranhas revirar. revira tudo e sai outra coisa.

sim, eu incorporo a revolta.

as coisas todas do dia não cabem, mas tem um resumo que fiz em imagens aqui (algumas são da querida Luana Minari):