a cola resiste

o Brasil com a democracia na UTI mas a gente não pode parar. tenho pensado muito nisso – enquanto o mundo passava por grandes guerras, as do século passado, por exemplo – a arte pulsava como nunca. Matisse, Gertrude Stein, Hanna Höch, Duchamp. todo mundo produzindo sem parar, não se pode parar, nunca nunca esmorecer, continuar a lutar, sempre em frente, nada é inédito e glórias e fracassos se repetem repetem repetem :::: entro num looping contínuo de descrença e resistência e fúria e produção. não podemos parar.

ufa, o assunto era o club cola. tivemos o segundo encontro na Choque Cultural e foi maneiro como sempre é. a gente NÃO PODE DESISTIR DE CRIAR. NUNCA.

 

todos lambem

pela terceira vez estive no IFSul e pela terceira vez a gente se divertiu: lugar de educação e acolhimento, que sorte a minha!

primeiro foi no ano passado, no mesmo evento de moda. daí este ano, em junho, rolou oficina de novo, na semana da comunicação. e neste agosto voltei. mesma sala, os trabalhos do ano passado intactos, lindos, orgulhosos de suas cores e mensagens.

a participação só cresce, mais alunos interessados em arte urbana e a gente completou as paredes com mais lambes. a colagem une, a arte cola e a moçada voa.

a gente vai juntos e faz da parede a nossa tela. a escola é nossa, a cidade é nossa, o Brasil é nosso, porra.