circuito grude 2018

o circuito grude cresceu. está em sua terceira edição e agora é realizado em 28 cidades – duas fora do país – e  faz circular lambes de diversos artistas e coletivos independentes. a articulação e todo o corre é feito pelo ocupeacidade, coletivo que propõe produção coletiva e participação ativa dos sujeitos na vida da cidade.

aqui em São Paulo o mutirão de colagem aconteceu no sábado, 22 de setembro, no Grajaú, em parceria com o imargem.

em sua origem, o circuito propõe aumentar as trocas simbólicas e as possibilidades de conexão. eu passei o dia com eles, grudei lambes com eles. posso dizer seguramente que sua proposta funciona.

posso contar sobre a carga de simbologias e conexões que me inundou, mas precisarei de tempo para fazê-la transbordar. por enquanto minhas águas e líquidos estão em movimento, cores e densidades misturadas. um caldo só.
tô igual ao trecho de represa que cruzamos para alcançar a Ilha do Bororé.
e pensar que este universo me convida, me acolhe e me dá instrumentos faz minhas entranhas revirar. revira tudo e sai outra coisa.

sim, eu incorporo a revolta.

as coisas todas do dia não cabem, mas tem um resumo que fiz em imagens aqui (algumas são da querida Luana Minari):

todos lambem

pela terceira vez estive no IFSul e pela terceira vez a gente se divertiu: lugar de educação e acolhimento, que sorte a minha!

primeiro foi no ano passado, no mesmo evento de moda. daí este ano, em junho, rolou oficina de novo, na semana da comunicação. e neste agosto voltei. mesma sala, os trabalhos do ano passado intactos, lindos, orgulhosos de suas cores e mensagens.

a participação só cresce, mais alunos interessados em arte urbana e a gente completou as paredes com mais lambes. a colagem une, a arte cola e a moçada voa.

a gente vai juntos e faz da parede a nossa tela. a escola é nossa, a cidade é nossa, o Brasil é nosso, porra.

lambendo na jornada

foi adiada mas aconteceu, e eu estava lá: a jornada de comunicação do IFSul teve lambe, teve sim. teve aluno de dentro do instituto, de fora, gente que veio novamente. depois teve roda de conversa, café, carinho, mineiros e paulistas, pessoas diferentes e únicas e interessadas e comprometidas em fazer, mudar, agitar, sair do lugar.

sacode a poeira, canta pra subir, desembucha, vai, não dorme de touca. a vida está passando e não pede permissão. a gente também não.