maré delas

em fevereiro o Sesc Bertioga me convidou para participar do Maré Delas, uma programação socioeducativa, cultural e esportiva voltada ao protagonismo de mulheres em diferentes áreas da sociedade. a ideia era realizar oficinas de lambes e arte urbana. e a ideia se concretizou no último fim de semana e não poderia ter sido mais lindo. lindo por causa da resistência através da expressão e da poesia, lindo por causa das mulheres, homens e crianças que participaram, lindo pela experiência de trabalhar para e num lugar que respeita seu trabalho.

foram duas oficinas, uma dentro do Sesc e outra na pista de skate da cidade – e a programação continua por todo o mês de maio, com cinema, teatro, dança, torneios. de quebra, eu conheci um lugar incrível – o Sesc Bertioga é uma colônia de férias em uma RPPN, Reserva Particular de Patrimônio Natural, dentro da Mata Atlântica – e fiz parte de um movimento que não tem limite, mesmo que alguns insistam em boicotar: a construção de cidadãos através da arte e da educação.

cola subversiva

a 8 dias da eleição mais importante da minha vida,  fui na Choque Cultural e realizei o terceiro encontro do club cola. pensei em desistir, adiar, usar meu tempo para ir até o masp e estar ao lado de outros que resistem e lutam.

mas fui lá para conversar sobre arte, delicadeza e comprometimento. fui lá me colocar pro mundo, reforçar meu papel, dizer que não desisto, que não irei deixar de estar ao lado da palavra, da poesia, do sentir e do fazer poético.

meu lado é o lado da alteridade. eu me vejo no outro e é por isso que o desrespeito a qualquer pessoa me assombra. até o fim dos tempos direi: democracia sim, ditadura não.

a luta continua.

jornada da literatura mackenzie

octavio paz. hilda hilst. william blake.
evocamos poetas, falamos poesia, falamos de poesia.
participei da XI jornada da literatura contemporânea do mackezie (26.9.18) como representante da poesia na metrópole, tema do encontro realizado pelo grupo de pesquisa “literatura no contexto pós-moderno” do programa de pós-graduação em letras da universidade.
tive um microfone pra falar e pessoas interessadas em ouvir, fiquei em companhia de poetas, aprendi com versos e me emocionei com palavras e silêncios.
os dias seguem sombrios, talvez outros mais sombrios virão.
falar e fazer poesia é estar de pé, é olhar através, é fortalecer sem perder a ternura jamais.
se a cidade é minha casa, a poesia é minha língua.
sigamos.