lambendo na jornada

foi adiada mas aconteceu, e eu estava lá: a jornada de comunicação do IFSul teve lambe, teve sim. teve aluno de dentro do instituto, de fora, gente que veio novamente. depois teve roda de conversa, café, carinho, mineiros e paulistas, pessoas diferentes e únicas e interessadas e comprometidas em fazer, mudar, agitar, sair do lugar.

sacode a poeira, canta pra subir, desembucha, vai, não dorme de touca. a vida está passando e não pede permissão. a gente também não.

colagem na fachada

na rua, na Choque, na fachada… até poderia ser letra de música, mas não é.
para celebrar a 14ª edição da Virada Cultural, fui convidada pela Choque Cultural para intervir na fachada da galeria.
saiu vídeo ao vivo no Catraca Livre, rolou vento, sol e horas de trabalho.
teve rua aberta no domingo, amigos, interessados, jazz na garagem e comemoração da arte de rua.
agradecida demais às equipes da Choque e Catraca. agradecida ao outono, à Vila Madalena, aos meus que me inspiram e me provocam a ir à luta.
onde as coisas acontecem é lá que quero estar.
seguimos.

 

colando com marias

fim de abril, um outro mês se abrindo e os trabalhos continuam.

estive na MariaLab, coletiva hacker feminista e espaço de acolhimento baseado em políticas anti-opressão falando da tecnologia da colagem, mas não só. falamos da cidade como lugar de expressão, de arte e de diálogo. falamos dessa necessidade de intervir. de abrir, juntar, ouvir, ocupar.

ao final fico sempre com o sentimento de que tesoura, cola e papel podem tanto açucarar ideias quanto arrombar portões. a poesia corta e cura. arre, e eu que já nem sei de mim.