olhar ao cubo

Arte, arte, arte.

Em tempos de cassetetes raivosos, panelaços descerebrados e escassez de água, um afago metafísico cai bem. Vejam carinhos que recomendo para este Maio outonal:

 

Op-Art – Ilusões do Olhar – até 31/5

A arte ótica (optical art) surgiu no final da década de 1950 e descende de movimentos como o Suprematismo, o Construtivismo e o Concretismo. Tem como característica a repetição de formas simples, o uso do preto e branco e luzes e sombras acentuadas. Por criar uma ambiguidade entre primeiro plano e fundo, as obras da op-art geram ilusões de movimento e profundidade, criando um espaço tridimensional que não existe, mas parece real.

A exposição Op-Art, a mais abrangente realizada até hoje no Brasil conta com mais de 200 itens, que vão da moda à publicidade, do cinema à arquitetura. Artistas como Antonio Maluf, Abraham Palatnik, Lygia Clark, Hélio Oiticica e Carlos Cruz-Diez tem obras expostas na mostra.

A exposição foi idealizada pela Fundação Oftalmológica Dr. Rubem Cunha, entidade filantrópica que ajuda crianças e idosos carentes e vai realizar, durante o período expositivo, a medição da acuidade visual de estudantes atendidos pelo Educativo do Museu. Que iniciativa muito bacana.

Ingressos R$6.

Está no Museu da Casa Brasileira – Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705.

 

Picasso e a Modernidade Espanhola – até 8/6

Muitos afirmam que Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno Maria de los Remedios Cipriano de la Santisima Trinidad Ruiz Picasso foi o maior artista do século XX.

Cofundador do Cubismo, ele era pintor, escultor, ceramista, poeta. Foi um revolucionário das artes plásticas.

Vindas do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, as 90 obras da exposição mostram a influência do artista na arte moderna espanhola e os traços mais originais da sensibilidade artística que o pintor e seus contemporâneos espanhóis imprimiram ao cenário internacional das artes.

Além de ver obras de Miró, Dalí, Tàpies, e é claro, de Picasso – esta é uma oportunidade para se conhecer o Centro Cultural Banco do Brasil – um edifício histórico no centro da cidade, cheio de charme e cultura. Alegria e diversão estão garantidas. Grátis.

O CCBB fina na Rua Álvares Penteado, 112.

Pertinho do Viaduto do Chá e do Teatro Municipal.

 

Vivian Maier – até 14/6

Em 2007, um historiador arrematou todas as obras de Vivian – então desconhecida – em um leilão, quando estava pesquisando material para entrar num livro que iria publicar. Ele reconheceu o valor artístico e histórico do material, mas foi somente após a morte de Vivian que houve o reconhecimento de seu trabalho.

Vivian Maier nasceu em Nova York, em 1926. Passou a infância na França e após voltar para os Estados Unidos, trabalhou como babá por mais de 40 anos. Durante este período, fotografou as cidades por onde andou focando nas ruas, nas pessoas e nos edifícios.

Foram encontrados mais de 100 mil negativos, filmes super-8 e 16mm, diversas gravações, fotografias variadas e uma enormidade de filmes sem revelar mostrando as pessoas e a arquitetura da sua cidade natal e de outras.

O MIS é a primeira instituição a receber a série intitulada O mundo revelado de Vivian Maier, que revela parte da obra da fotógrafa norte-americana recém-descoberta. São 101 fotografias e nove filmes super-8 mm.

Vi o primeiro livro de fotos dela que foi lançado e posso garantir: vale a pena conferir esta obra que finalmente veio à luz.

Ingressos R$6.

No MIS – Av. Europa, 15

Alguma sugestão? Manda aqui: padocacult@gmail.com

 

imagem_ Vivian Maier

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