meu broda

como eu poderia explicar.
para mim, parece que o Brasil é uma pessoa. mais que isso, uma pessoa da família.
alguém que eu gosto muito, além de qualquer defeito ou mancada (me disseram outro dia que gostar de alguém cheio de qualidades é fácil. é bonito. atrever-se a gostar de alguém e aceitar seus defeitos é que são elas. tive que concordar).
então o lance é que eu amo o Brasil de verdade. não dá para explicar, é uma coisa do sentir.
e nesses dias estou sofrida. machucada mesmo, uma desolação que se assemelha a falta de uma pessoa querida. uma frustração ou pena, sei não. uma revolta como se houvera um sequestro, uma amputação, um golpe seco. um golpe, é.
agora – e o que eu faço com isso? o que vai me fazer reagir? ah me dá uma preguiça lamentar assim. mas não tenho a mais puta ideia de como sair dessa.
tendo paciência, achando um sentido, lutando. ouvi isso.
então um pedido: se alguém achar o prumo, por favor me apresenta.
embora eu tenha dúvida se vai adiantar, porque quem salva a gente é a gente mesmo.
faz assim, esquece esse post, finge que não existiu.
 

imagem_ rebecca mock

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