havia uma bienal no meio do caminho

Foi num mês de Outubro do século XIX que a lâmpada foi inventada, há 135 anos. Foi neste mês também, em 1992, que 111 presos foram mortos na penitenciária do Carandiru, aqui em São Paulo. Este seria o mês de aniversário de Nietzsche e Picasso, se tivéssemos a sorte de tê-los ainda entre nós…

Para você, o que este Outubro vai trazer?

Se vier à sua cabeça a palavra diversão, espie aqui algumas opções:

 

Mario Testino – In your face – até 26 Outubro

Quer entrar em um mundo esteticamente belo, de glamour, sensualidade e sofisticação?

Venha ver as 122 imagens selecionadas pelo próprio artista. Mario Testino é um dos fotógrafos mais influentes do mundo, atuando fortemente na indústria da moda e beleza e conhecido por seus retratos de personalidades como Princesa Diana, Cristiano Ronaldo e Gisele Bündchen. É também conhecido por sua atuação em entidades como o Fundo Mundial de Monumentos do Peru (dedicado à preservação e proteção de sítios arqueológicos e históricos em extinção), Elton John Aids Foundation, Aid for Aids, Women to Women e outras.

A seleção de obras representa a ideia de uma coleção permanente tirada de um museu, onde diferentes artistas e gêneros estão expostos em conjunto.

Dos Rolling Stones a corpos esculturais clicados em Ipanema, um deleite garantido para seus olhos.

Vai lá: MAB – FAAP – Salão Cultural. Rua Alagoas, 903 – Higienópolis. Entrada gratuita.

 

Kings of Leon – 1 Novembro

Parte do festival itinerante Circuito Banco do Brasil, os garotos do Tennessee se apresentam em Novembro em SP, junto de artistas como MGMT, Skank, entre outros.

A banda de rock alternativo é composta por três irmãos e um primo. Sua música também é conhecida como Southern rock – fortemente influenciada pelo blues e pela country music. Tipo um rock caipira alternativo. Bem maneiro.

Onde? No Aeroporto Campo de Marte – Av. Santos Dumont, 1979 – Santana. Ingressos de R$ 125 a R$ 900.

 

31ª Bienal – até 7 Dezembro

Bom, fica até difícil escrever um texto que explique uma Bienal, mas vou tentar: o edifício – Pavilhão Ciccillo Matarazzo – projetado por Oscar Niemeyer e parte do complexo do Parque do Ibirapuera é por si só uma escultura modernista, um ícone da arquitetura brasileira tombado pelo Patrimônio Histórico.

Desde a sua primeira edição, em 1951, já foram produzidas 30 Bienais, com a participação de aproximadamente 160 países, 67 mil obras, 14 mil artistas e 8 milhões de visitantes.

Sua 31ª edição – Como (…) coisas que não existem – é assim descrita em sua página oficial: “uma invocação poética do potencial da arte e de sua capacidade de agir e intervir em locais e comunidades onde ela se manifesta. O leque de possibilidades para essa ação e intervenção está aberto – uma abertura que é a razão da constante alteração do primeiro dos dois verbos no título, antecipando as ações que poderiam tornar presentes as coisas que não existem. Começamos por falar sobre elas, para em seguida viver com elas, e então usar, mas também lutar por e aprender com essas coisas, em uma lista sem fim”.

Vários artistas, muitas nacionalidades, diversos suportes: fotografia, instalação, vídeo, cartaz, pintura, áudio, tapeçaria, texto, imagem, palavra: escolha um verbo – sentir, por exemplo – e deixe-se levar nessa viagem bienal. Se perder, em 2016 tem mais.

Pavilhão da Bienal – Av. Pedro Álvares Cabral, s.n – Parque Ibirapuera, Portão 3. Grátis.

 

Ainda não escreveu para o padocacult@gmail.com? Ande, abra seu coração.
(Imagem: 31a. Bienal)

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