crap noir_strange

outro dia que nasceu para ser banal como todos os outros.
sai e você estava no banho, não me despedi.
cruzei com multidões, venci túneis, lembrei da gente bebendo
e ouvindo people are strange.
vi um grupo de poucos gritar protestos soltos.
vi a tarde cair
vi uma navalha.
senti um gosto de sangue na boca.
não sei se foi delírio ou por que me lembrei de ontem à noite.

[crap noir é uma série de fotolivros da fotógrafa e companheira de todas as horas Giovana Pasquini, que me convidou para escrever contos a partir de suas imagens.]

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