intervenção de verão

dias de calor, dias de cor. só campari on the rocks e a brisa do mar (ulalá) não foram suficientes.
então criei meu primeiro projeto de intervenção urbana/caiçara: uma ‘colagem’ e um microconto por dia.
no mais alto estilo ‘redação do 4º ano’, aqui divido com vocês _minhas férias na praia.
dias seriamente ociosos – de longe meus preferidos.

os microcontos aqui:

_ hoje na primeira luz da manhã lembrei daquele 21. ou foi sonho, já não importa
_ refrigero-me, a realidade se dilui
_ libera o riso e não solta minha mão
_ adora cantar, embora se mantenha em silêncio
_ – engolidos todos, concluiu satisfeito, voltando para o mar. dezesseis era de uma linhagem especial, uma criatura assustadora e peculiar. fim.
_ de olhos fechados pensa na magia que existe ao redor
_ aqueles dias de oceanar-se
_ procurou longe, mas quem diria – estava ao alcance das mãos
_ me busco, me perco e me acho no seu abraço imenso azul
_ sem rastro, lastro ou razão. assim foi aquela bruta historia de amor
_ quando o rio transborda é lá que quero estar
_ veste-se de verde e vai, pleno. verde não falha
_ vai se ouvir em breve o som de uma espécie que voa e sonha

na ciranda

no começo de novembro participei da Ciranda – 4º encontro de contadores de histórias no Senac Aclimação.

fui a convite da querida contadora e professora Elaine Gomes. sim, preciso dizer: é um assombro como as histórias tem força.

foram dois dias de música, poesia, cordel, tambor, performance, palavras e encontros. eu fiquei tímida e ao mesmo tempo lisonjeada. fiquei assustada e encantada, de ouvidos abertos e coração acelerado. conheci pessoas, pude ver caminhos.

levei minhas colagens e microcontos, falei deles, de poesia urbana, e de como estou vivendo essa experiência que sonhei viver: andar junto, sempre junto e para sempre junto de memórias e histórias. e de como estou sendo a autora de uma. em uma palavra: satisfação.

imagens_ Giovana Pasquini