na ciranda

no começo de novembro participei da Ciranda – 4º encontro de contadores de histórias no Senac Aclimação.

fui a convite da querida contadora e professora Elaine Gomes. sim, preciso dizer: é um assombro como as histórias tem força.

foram dois dias de música, poesia, cordel, tambor, performance, palavras e encontros. eu fiquei tímida e ao mesmo tempo lisonjeada. fiquei assustada e encantada, de ouvidos abertos e coração acelerado. conheci pessoas, pude ver caminhos.

levei minhas colagens e microcontos, falei deles, de poesia urbana, e de como estou vivendo essa experiência que sonhei viver: andar junto, sempre junto e para sempre junto de memórias e histórias. e de como estou sendo a autora de uma. em uma palavra: satisfação.

imagens_ Giovana Pasquini

ana persona no concreto

no começo deste ano fui convidada pelo Baixo Ribeiro – fundador e curador da galeria Choque Cultural a fazer parte do primeiro festival de Poesia no concreto.

participam diversos artistas que usam a cidade para nela colocar poesia. em forma de lambe, estêncil e grafite, povoamos com textos, imagens e ideias as ruas da Vila Madalena.

participei com meus microcontos visuais, que nasceram de uma justaposição: histórias que há tempos invento, mais imagens que imagino, resultando em colagens.

desde então, 2016 virou um ano experimental pra mim, um espaço onde dou vazão a tantas coisas que habitam minha cabeça e principalmente, minha garganta.

agora esses microcontos estão tomando forma além dos lambes: já viraram postais, cartazes, fotomontagens; já convidei artista para ilustrar conto, já participei de rolês, fui selecionada para feiras, fui convidada para roda de histórias e não paro de criar e colar. como disse o Baixo, experimento “narrativas sem começo-meio-fim.” estilo minha mente.

aqui, mais informação sobre poesia no site da Choque Cultural: poesia urbana e lambe-lambes.

já imaginou? que doidera.

imagem_ jpuerro