circuito grude 2018

o circuito grude cresceu. está em sua terceira edição e agora é realizado em 28 cidades – duas fora do país – e  faz circular lambes de diversos artistas e coletivos independentes. a articulação e todo o corre é feito pelo ocupeacidade, coletivo que propõe produção coletiva e participação ativa dos sujeitos na vida da cidade.

aqui em São Paulo o mutirão de colagem aconteceu no sábado, 22 de setembro, no Grajaú, em parceria com o imargem.

em sua origem, o circuito propõe aumentar as trocas simbólicas e as possibilidades de conexão. eu passei o dia com eles, grudei lambes com eles. posso dizer seguramente que sua proposta funciona.

posso contar sobre a carga de simbologias e conexões que me inundou, mas precisarei de tempo para fazê-la transbordar. por enquanto minhas águas e líquidos estão em movimento, cores e densidades misturadas. um caldo só.
tô igual ao trecho de represa que cruzamos para alcançar a Ilha do Bororé.
e pensar que este universo me convida, me acolhe e me dá instrumentos faz minhas entranhas revirar. revira tudo e sai outra coisa.

sim, eu incorporo a revolta.

as coisas todas do dia não cabem, mas tem um resumo que fiz em imagens aqui (algumas são da querida Luana Minari):

a cola resiste

o Brasil com a democracia na UTI mas a gente não pode parar. tenho pensado muito nisso – enquanto o mundo passava por grandes guerras, as do século passado, por exemplo – a arte pulsava como nunca. Matisse, Gertrude Stein, Hanna Höch, Duchamp. todo mundo produzindo sem parar, não se pode parar, nunca nunca esmorecer, continuar a lutar, sempre em frente, nada é inédito e glórias e fracassos se repetem repetem repetem :::: entro num looping contínuo de descrença e resistência e fúria e produção. não podemos parar.

mas o assunto era o club cola. tivemos o segundo encontro na Choque Cultural e foi maneiro como sempre é. a gente NÃO PODE DESISTIR DE CRIAR. NUNCA.