brilhando em berlim

era uma tarde fria e eu, tomando um cálice de vinho branco, conversei com a bia. ela na alemanha, eu na serra da mantiqueira. ela inicia a conversa:
“ana, me lembro que certa vez você me disse que consegue explicar coisas complexas de uma maneira simples”.
entre esta frase e o prêmio que conquistou de outstanding thesis award aconteceu um trabalho delicioso e gratificante.

a bia é uma amiga de muito tempo, publicitária, cientista social e pesquiseira. trabalhou por muitos anos com pesquisa de mercado, dados, perfis, informações de tudo que é jeito. morou em são paulo, nova york e agora, berlim.
depois de um ano estudando na berlin school of creative leadership, se deparou com o desafio: explicar sua extensa pesquisa de MBA em creative data para uma banca de professores em apenas 30 minutos.

juntas, criamos a apresentação que a fez ganhar o reconhecimento máximo da escola alemã de criatividade, o michael conrad outstanding thesis award.

foi um processo incrível: li sua pesquisa, entendi o framework que construiu, propus seu discurso e uma revolução na ordem da narrativa (que ela aceitou) e chamamos uma designer sensível e experiente para ilustrar toda a história. foi sucesso: a banca amou, a aluna brilhou e a escola premiou.

e eu? eu me engrandeço junto e lanço a praga: um dia a tese dela vira livro.
anotem aí.

jornada da literatura mackenzie

octavio paz. hilda hilst. william blake.
evocamos poetas, falamos poesia, falamos de poesia.
participei da XI jornada da literatura contemporânea do mackezie (26.9.18) como representante da poesia na metrópole, tema do encontro realizado pelo grupo de pesquisa “literatura no contexto pós-moderno” do programa de pós-graduação em letras da universidade.
tive um microfone pra falar e pessoas interessadas em ouvir, fiquei em companhia de poetas, aprendi com versos e me emocionei com palavras e silêncios.
os dias seguem sombrios, talvez outros mais sombrios virão.
falar e fazer poesia é estar de pé, é olhar através, é fortalecer sem perder a ternura jamais.
se a cidade é minha casa, a poesia é minha língua.
sigamos.



escrever memórias

entre janeiro e fevereiro deste ano participei de uma série de encontros da oficina de escrita da memória, realizada pela querida Giselle Rocha no Museu da Pessoa.

depois da experiência de dividir memórias no círculo de histórias, todos redigem, todos editam. ao final, temos um livro, o qual ilustrei a capa.
lá estão histórias sobre a infância, a família, o amor e sobre ser.

meu texto, como microcontos nascem, conta de uma memória recente, uma memória que está ainda sendo desenhada e, espero, defina meu ser. meu ser-estar nesse espaço-tempo.