bienal_o sal de anawana

sabe onde fica a Zambia? nem eu sabia. faz fronteira com Namíbia, Zimbábue e Angola. é uma república nova, independente do Reino Unido desde 1964. antes disso, seu nome era Rodésia do Norte. é de lá a artista Anawana Haloba, que conheci na Bienal.

sua obra aqui chama-se Close up. são cubos de sal suspensos, que se liquefazem e gotejam. eu já tinha visto paredes de sal no deserto, mas vem cá: você imagina cubos coloridos de sal içados no escuro com bacias abaixo deles cheias de água que pinga de pedras que não são pedras e que deixarão de existir ao final da exposição?

entro numa sala assim e saio de lá meio líquida, eu. é uma simplicidade brutal, sal, água, bacias – unida ao testemunho de uma transformação. uma transformação lenta, inevitável. poética, creio. lendo sobre a obra outros significados se somam, claro: ideologia, contexto histórico, simbologia. para mim fica o sal. o vital, o essencial. o sal que nos iguala a todos.

li ainda que ela escreve poemas, mas não consegui encontrar nenhum para dividir aqui. acho que são componentes de obras, como vídeos, fibra de vidro, sal.

a artista tem minha idade e vive em Oslo.

e está aqui na cidade e é imperdível e é grátis.

imagens_ universeskaja leijon, worldflags

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