bienal_circulando com Bené

[segundo texto sobre artistas da 32ª bienal]

logo na entrada, uma casa de taipas. você se encolhe um pouco para passar pela porta e entra. você está na Ágora: OcaTaperaTerreiro do Bené Fonteles. você entra e fica.

é grande. é um acervo da terra, de raízes, de símbolos reunidos, objetos de muitos lugares. um reencantamento, ele propõe. eu aceito seu convite.

circulando na oca, encontro obras de Paulo Freire, Gilberto Gil e Joseph Campbell, para nomear alguns. uma lenda indígena sobre a criação do mundo, linda, pintada na parede, valeu mais que muitas oferendas juntas. diversos artefatos, uma coleção de uma vida, me pareceu. de muitas trilhas. me senti numa poção, num caldo atemporal de referencias, de caminhos de saberes diferentes.

e agora, fazendo a pesquisa sobre o artista, me parece óbvio que ele seja de um país de floresta, bichos e encantos que vejo em livros e no discovery channel, mas que nunca experimentei – um país chamado Pará.

Bené Fonteles é jornalista, compositor, organizador de eventos, já dirigiu museus, milita pela preservação ambiental e participou de outras 4 bienais, 3 delas antes que eu nascesse. se denomina ‘artivista’. sua maior provocação, creio, seja talvez simples, mas grandiosa: nos fazer reaproximar da emanação poética da natureza.

abaixo algumas obras do artista.

imagens_ nexobienal de curitibao atibaiense, instagram, serurbano

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