parede na barra funda

rolou a mistureba yemanjá, festa de música brasileira que me convidou para colar. ganhei uma parede e criei uma colagem pra ela. foi uma viagem o processo todo, a cola vai te ensinando sobre o papel, o papel sobre a técnica, a técnica sobre o espaço, o espaço sobre o tempo.

o lugar chama-se 4e20 bar e a colagem vai ficar lá até… até quando yemanjá levar. axé.

crap noir_arquivado

com quantos nãos se constrói o abandono
de que substancia é feita a despedida
que imagem irresoluta é essa que carrego
dentro de mim.
procuro, me espanto, sinto o dessabor.
era tanto e era logo.
e logo contaminamos.
faltou cantar?
perdemos contorno, contato?
olhei calado a porta se fechar.
admirei o céu, a cerração.
a gente virou caso encerrado.

[crap noir é uma série de fotolivros da fotógrafa e companheira de todas as horas Giovana Pasquini, que me convidou para escrever contos a partir de suas imagens.]

baú de receitas

colagem que fiz para a capa de livro de receitas dos alunos da Unabem – Universidade Aberta para Maturidade, programa voltado para idosos da UEMG, Universidade do Estado de Minas Gerais, unidade Passos. 

a luta é contínua, é leve também, e não tem idade. um salve para Leila Andrade, professora, orientadora, organizadora do livro e guerreira da resistência pela educação. meu máximo respeito. é com gente assim que caminho e sempre caminharei lado a lado.