maré delas

em fevereiro o Sesc Bertioga me convidou para participar do Maré Delas, uma programação socioeducativa, cultural e esportiva voltada ao protagonismo de mulheres em diferentes áreas da sociedade. a ideia era realizar oficinas de lambes e arte urbana. e a ideia se concretizou no último fim de semana e não poderia ter sido mais lindo. lindo por causa da resistência através da expressão e da poesia, lindo por causa das mulheres, homens e crianças que participaram, lindo pela experiência de trabalhar para e num lugar que respeita seu trabalho.

foram duas oficinas, uma dentro do Sesc e outra na pista de skate da cidade – e a programação continua por todo o mês de maio, com cinema, teatro, dança, torneios. de quebra, eu conheci um lugar incrível – o Sesc Bertioga é uma colônia de férias em uma RPPN, Reserva Particular de Patrimônio Natural, dentro da Mata Atlântica – e fiz parte de um movimento que não tem limite, mesmo que alguns insistam em boicotar: a construção de cidadãos através da arte e da educação.

pacientes violentadas

serviços de saúde deveriam ser espaços de acolhimento e cura, certo? este levantamento inédito mostra que nem sempre.

via lei de acesso a informação, os dados obtidos são alarmantes: mais de 3 mil estupros foram registrados (entre 2014-19) considerando apenas os 10 estados que disponibilizaram informações e o fato de que apenas 10% dos casos são registrados no país.

a investigação é do The Intercept Brasil e as colagens foram criadas por mim num estado de horror e indignação.

machismo mata

a jornalista Bruna de Lara me chamou para ilustrar dois textos de uma série que ela apresentou na conclusão de seu curso de jornalismo. nossa colaboração já rola há um tempo e eu considero a pesquisa dela foda demais. 

o machismo é um problema de saúde pública e precisamos de mais investigações como estas para combatê-lo.

aqui as matérias e abaixo, as colagens – as marcas que não saram e depois do abuso, a peregrinação • • • foram publicadas no site coletivo para promover a autonomia feminina Não me Kahlo e também no Medium Brasil